26 de maio de 2026
A REVISTA DIGITAL QUE FALTAVA NA CIDADE.
WhatsApp
No Result
View All Result
  • Página Inicial
  • Expediente
  • Amazonas e Região
  • Manaus e Região
  • Interior do AM
  • Brasil
  • Famosos
  • Especial Publicitário
Anota Manaus
  • Página Inicial
  • Expediente
  • Amazonas e Região
  • Manaus e Região
  • Interior do AM
  • Brasil
  • Famosos
  • Especial Publicitário
No Result
View All Result
No Result
View All Result
Home Manaus e Região

MPAM ingressa com recurso contra decisão judicial referente à organização do Tarumã-Açu

janeiro 17, 2026
in Manaus e Região
A A
0

O pedido visa garantir que não haja retrocesso ambiental e perpetuação da degradação da orla

Nesta terça-feira (13/01), o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) ajuizou um agravo de instrumento contra uma decisão judicial que negou o pedido de providências urgentes para garantir o cumprimento de ação civil pública (ACP) para organização da área do Tarumã-Açu. O recurso visa contestar o indeferimento das medidas necessárias à preservação da orla, o que impacta diretamente a efetividade da tutela jurisdicional ambiental.

Para a promotora de Justiça Lilian Maria Pires Stone, titular da 50ª Promotoria de Justiça Especializada em Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Ordem Urbanística (Prodemaph), o agravo visa somente garantir que não haja um retrocesso ambiental. “O Ministério Público tem a intenção de buscar não somente a cessação pontual do ilícito, que já se estende continuadamente, mas também a reorganização progressiva dessa realidade, que é incompatível com a Constituição Federal”, explicou.

Entre as medidas peticionadas estão a instalação de barreiras de contenção nos 11 igarapés afluentes da bacia do rio. O pedido foi indeferido sob o fundamento de ausência de estudos técnicos prévios e possível impacto na navegabilidade.

Para o MP, a decisão ignora e inverte a lógica constitucional da tutela ambiental, que se guia pelos princípios da precaução e prevenção ambiental.

Outro ponto que o agravo contesta é o fato de a decisão judicial ter considerado desnecessário o pedido de atualização da identificação dos flutuantes, sob argumento de que o levantamento já teria sido realizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), em 2023. O MP entende que essa decisão desconsidera a natureza da ocupação irregular da área, que é marcada por dinamismo, mutabilidade e expansão contínua.

A decisão ainda limita a remoção de flutuantes, priorizando apenas as embarcações já classificadas como poluidoras e deixando flutuantes-garagens — que por si só estimulam a ocupação irregular e ampliam os riscos de poluição.

A decisão judicial também inclui o indeferimento do pedido de criação de unidade gestora da bacia, que baseou-se exclusivamente na existência formal de comitês de bacia hidrográfica instituídos por decretos estaduais. Entretanto, segundo o MP, a existência normativa de tais órgãos não têm se traduzido em atuação concreta e eficaz, principalmente pela persistência do dano ambiental ao longo dos anos. 

Objetivos

O pedido formulado pelo MPAM visa à implementação de instância de governança ativa, com atribuições claras de coordenação, monitoramento e acompanhamento da execução da sentença, em consonância com as modernas técnicas de resolução de litígios estruturais. Segundo a promotora, não se trata de criação de burocracia, mas de instrumento de efetividade jurisdicional. 

“O Judiciário precisa e deve exercer seu papel ativo e coordenador. Então, em razão disso, o Ministério Público entende que todas as petições realizadas em conjunto com a Defensoria, deveriam ter sido acatadas pelo magistrado”, salientou a promotora. “O poder judiciário está dentro do poder discricionário dele de acatar ou não a petição. E não acatando, nada mais natural que o Ministério Público ingressar com o agravo da decisão, buscando que uma ordem superior, no caso, o Tribunal de Justiça, por meio de seus desembargadores, possa reformar a decisão do magistrado, acatando os nossos pleitos, ou, na pior das hipóteses, manter a decisão do juiz”, concluiu.

Petição

Em setembro do ano passado, o MPAM e a Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) assinaram uma petição conjunta que propunha cumprimento da ação por etapas, sendo a primeira delas a instalação de barreiras de contenção; seguido pela identificação e atualização de todos os flutuantes existentes na localidade; depois, a retirada de todos os flutuantes-garagens; e, por fim, a instauração de uma unidade gestora da bacia, para especificamente tratar do ordenamento do uso do espaço, bem como para o exercício do poder de polícia.


Texto: André Quintas
Foto: Raphael Alves/TJAM

ShareTweetShareShare

Leiam também

No Alto Solimões, MPAM obtém decisão da Justiça que evita corte de energia na Central de Regulação Regional

maio 26, 2026
0

Núcleo do sistema de saúde responsável pelo Samu atende cerca de 200 mil pessoas de nove municípios   Responsável pelo...

MP recomenda medidas preventivas e de segurança para o Festival Folclórico de Parintins 2026

maio 22, 2026
0

A pouco mais de um mês do evento, recomendação solicita fiscalização técnica de alegorias, reforço na proteção infantojuvenil e ações...

MP e Arquidiocese de Manaus reforçam parceria institucional em defesa da população amazonense

maio 21, 2026
0

Encontro debateu segurança pública, saúde, educação e proteção de grupos vulneráveis, além do fortalecimento de ações conjuntas em prol da...

MP acompanha implementação no município de Juruá

maio 19, 2026
0

Procedimento visa estabelecer escuta especializada e depoimento especial  Visando à garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou...

MP homenageia servidores e membros aposentados durante a 1ª Semana de Gestão de Pessoas

maio 15, 2026
0

Ação contou com entrega de placas e certificados de honra, em reconhecimento aos anos de serviço e dedicação Como parte...

MP fiscaliza políticas públicas de Carauari para combate ao abuso e exploração sexual infantojuvenil

maio 14, 2026
0

Propósito é garantir as devidas medidas de proteção a crianças e adolescentes, alertando sobre os crimes e mobilizando a comunidade...

Next Post
Planejamento 2026: Reunião dos Conselhos da Resex e Floresta Estadual de Canutama reforça avanços na bioeconomia

Planejamento 2026: Reunião dos Conselhos da Resex e Floresta Estadual de Canutama reforça avanços na bioeconomia

Últimas do Metrópoles

Líder supremo do Irã diz que região "não será mais de escudo" dos EUA

Mojtaba Khamenei não aparece em público desde o início da guerra entre o Irã e os Estados Unidos [...]

Quem são os outros foragidos do DF entre os mais procurados do país

Suspeitos são investigados por homicídios e tentativas de assassinato no DF; lista do Ministério da Justiça reúne mais de 100 [...]

Deputados alertam que Imposto Seletivo pode virar trunfo do crime organizado

Congresso fala em “segurar a caneta” do governo federal e impedir que novo tributo mantenha ou amplie incentivos para mercado [...]

Sobre bandidos

Enquete [...]

Mega-Sena pode pagar R$ 3,5 milhões nesta terça (26/5)

Sorteio da Mega-Sena é transmitido ao vivo pelas redes sociais da Caixa e o resultado pode ser conferido no Metrópoles [...]

A revista digital que faltava na cidade.

Site filiado à Federação Nacional de Jornalismo – FENAJ

Sobre nós

No jornalismo profissional, marcado pelo artesanato do texto e das ilustrações, e pela exaustiva checagem de informações, oferecemos a você, nosso leitor, um continente seguro com os temas que mais lhe interessam.

Contate

© 2022 ANOTA MANAUS

No Result
View All Result
  • Página Inicial
  • Expediente
  • Amazonas e Região
  • Manaus e Região
  • Interior do AM
  • Brasil
  • Famosos
  • Especial Publicitário

© 2022 ANOTA MANAUS