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Banzeiro da Esperança encerra jornada histórica na COP30 e consolida movimento cultural pela Amazônia – FAS

26/11/2025
em Sem categoria
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Banzeiro da Esperança encerra jornada histórica na COP30 e consolida movimento cultural pela Amazônia - FAS

Belém (PA), novembro de 2025 — Após mais de 1.600 quilômetros navegados pelo Rio Amazonas, aproximadamente 90 atividades e milhares de pessoas mobilizadas ao longo do trajeto entre Manaus e Belém, o Banzeiro da Esperança encerrou oficialmente sua jornada na COP30. Deixou Belém na sexta, dia 21 de novembro para sua viagem de volta à Manaus (AM). Idealizado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e pela Virada Sustentável, a iniciativa reuniu lideranças indígenas, ribeirinhas, quilombolas, juventudes, organizações sociais, artistas, influenciadores, jornalistas e parceiros nacionais e internacionais em um grande mutirão pela Amazônia.

 

O barco, com capacidade para 230 pessoas, transformou-se em um laboratório de cultura, ciência, comunicação e participação cidadã, promovendo rodas de conversa, oficinas, plenárias, debates, saraus, encontros com jovens, formações sobre combate à desinformação e intercâmbios entre povos e instituições. Em Parintins e Belém, o Banzeiro atraiu moradores, coletivos e lideranças locais, ampliando o diálogo sobre desafios e soluções para a região.

 

O influenciador Raull Santiago, do Rio de Janeiro (RJ), visitou o barco e valorizou o trabalho do artista natural de Parintins Romahs Mascarenhas, que registrou as principais atividades no Banzeiro por meio de facilitação gráfica, uma técnica de registro visual que transforma falas, ideias, debates e decisões de um encontro em desenhos, palavras-chave, mapas mentais e ícones feitos em tempo real. “Esse é um tipo de memória que eu acho sensacional. Mesmo que você não tenha acompanhado a viagem desde o início tem um registro incrível aqui”, valorizou.

 

A ministra Sônia Guajajara, do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), fortaleceu a representatividade dos povos indígenas no Banzeiro da Esperança durante sua visita para uma reunião com lideranças realizada no dia 16 de novembro: “Nós – o MPI – participamos dessa ideia do Banzeiro da Esperança e ajudamos nessa organização para que a gente pudesse fortalecer aqui a diversidade de lideranças”. 

 

Carta da Amazônia e protagonismo das comunidades

A Carta da Aliança dos Povos Guardiões da Amazônia, construída durante a expedição Banzeiro da Esperança entre Manaus e Belém, consolida as principais reivindicações de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas e agricultores familiares diante dos impactos crescentes da crise climática. O documento afirma que a proteção da floresta depende do reconhecimento dos territórios, do fortalecimento da gestão local, da valorização dos saberes ancestrais, da equidade de gênero e do protagonismo das juventudes. A carta, entregue ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago, nasce de um processo de escuta, diálogo e construção coletiva que envolveu dezenas de comunidades ao longo do percurso do Banzeiro.

 

Para as lideranças, a carta representa um marco histórico de união e afirmação política. “A carta foi construída em coletivo, com indígenas, ribeirinhos e quilombolas. Cada palavra foi escolhida com muito cuidado, para que os líderes mundiais sintam o pedido de reconhecimento e valorização dos povos da Amazônia”, afirma Estélio Munduruku, da Terra Indígena Kwatá-Laranjal, do Amapá. 

 

Valcléia Lima, superintendente geral adjunta da FAS, afirma que a COP30 deve ser “a COP da implementação”. “O Banzeiro da Esperança mostrou, na prática, que as decisões globais sobre o clima precisam ser guiadas por quem vive na floresta. Trazer lideranças indígenas, ribeirinhas e quilombolas para serem voz e protagonistas, inclusive na construção da Carta da Amazônia, é garantir que a região não seja apenas cenário, mas sujeito das decisões. A partir de agora, o compromisso é acompanhar de perto para que o que foi negociado em Belém saia do papel e se traduza em políticas concretas nos territórios”, avalia.

 

Clique aqui para ler a carta. 

 

Onde a cultura floresce, a floresta respira

Durante a expedição “Banzeiro da Esperança”, as atividades culturais tiveram papel central na construção de um ambiente de reflexão e celebração dos saberes amazônicos. A programação incluiu shows, narrativas tradicionais, apresentações artísticas e vivências que fortaleceram os laços entre comunidades, juventudes e lideranças de diferentes territórios. Entre os shows, participação da cantora indígena Djuena Tikuna, uma das maiores referências da música indígena no país. Do interior do Amazonas, de Carauari, veio o sanfoneiro Éder do Acordeon que realizou mais de um show no Banzeiro. 

 

Djuena e Éder abrilhantaram as noites culturais durante a permanência do barco em Belém. Mas, durante a viagem para a capital do Pará, o Banzeiro da Esperança fez uma de suas paradas simbólicas ao chegar a Parintins, onde foi recebido pelas cores, ritmos e tradições do Festival Folclórico que há décadas inspira e mobiliza a Amazônia. A chegada marcou um encontro entre a expedição — formada por lideranças indígenas, ribeirinhas, quilombolas, juventudes e pesquisadores — e a força cultural dos bois Caprichoso e Garantido, reforçando que a arte também é instrumento de proteção da floresta.

 

A bordo e em terra firme, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre a história, os símbolos e o engajamento socioambiental do Boi Caprichoso, cuja presença cultural conecta a identidade amazônica à agenda da preservação. “É uma honra receber vocês aqui para conhecer nossa cultura antes de ir à COP. Que esta viagem fortaleça ainda mais o compromisso com a Amazônia e com o futuro dos povos que vivem nela”, afirmou Erick Nakanome, presidente da Comissão de Arte do Boi Caprichoso.

 

O convés do Banzeiro da Esperança se transformou em palco para a apresentação que emocionou participantes e reforçou a força da arte como instrumento de consciência ambiental. A atriz Lucélia Santos levou ao barco uma performance sensível e contundente, o teatro “Vozes da Floresta: Chico Mendes Vive”, espetáculo que celebra o legado do líder seringueiro e sua luta pela justiça social, pelos territórios e pela preservação da floresta. Com linguagem direta e emocionante, a peça revisita a trajetória de Chico Mendes e reafirma que suas ideias continuam vivas na resistência dos povos da Amazônia, especialmente diante da crise climática. “Eu já adaptei espetáculos em vários tipos de palco e dessa vez foi diferente realizar nessa estrutura de navio, mas deu tudo certo e foi emocionante”, disse a atriz ao final da apresentação, realizada no dia 14 de novembro. 

 

Virada Sustentável levou para Belém exposições temáticas

As exposições da Virada Sustentável em Belém traduzem arte, provocação e consciência ambiental. “A Onda”, de Eduardo Baum, transforma mais de 30 mil peças plásticas recicladas em uma escultura azul instalada no Ver-o-Rio, alertando para o impacto do lixo nos oceanos — um problema que coloca o Brasil entre os maiores poluidores marinhos do mundo. A obra celebra os 15 anos da Virada e reforça o poder de transformar resíduos em mensagem potente.

 

No Boulevard da Gastronomia, a instalação “Eggcident”, do artista holandês Henk Hofstra, exibe ovos gigantes “fritando” no calor como metáfora bem-humorada — e alarmante — do aquecimento global. Inspirada em dados do IPCC, a intervenção provoca o público a refletir sobre emissões, hábitos de consumo e os efeitos do aumento da temperatura, especialmente no contexto amazônico.

 

Completando o percurso, a mostra “Araquém Alcântara — 50 anos de Fotografia” reuniu obras icônicas que retratam povos, biodiversidade e os impactos do Antropoceno. Dividida em três atos, a exposição evidencia a interdependência entre cultura e natureza, funcionando ao mesmo tempo como celebração estética e denúncia visual das ameaças ao planeta.

 

“Saímos dessa COP com a certeza de que promovemos experiências inesquecíveis e de alto impacto, seja para as milhares de pessoas que de alguma maneira vivenciaram o Banzeiro da Esperança, seja para o público que interagiu com as instalações localizadas nos locais de grande circulação em Belém, seja para as centenas de profissionais e artistas envolvidos nessa programação. Que possamos levar essa onda de otimismo e esperança para muito além da COP”, afirma André Palhano, fundador da Virada Sustentável. 

 

Da voz dos territórios à COP30: a esperança segue navegando

O legado do Banzeiro da Esperança vai muito além da travessia entre Manaus e Belém. A expedição consolidou um processo de formação, escuta e mobilização que fortaleceu a autonomia das comunidades amazônicas diante da crise climática. Cada roda de conversa, oficina e intercâmbio cultural contribuiu para a construção coletiva dos Planos de Ação Climática, documentos elaborados pelas próprias lideranças indígenas, ribeirinhas, quilombolas e extrativistas a partir de suas realidades, saberes e urgências. Esses planos representam um marco histórico: são a materialização do conhecimento territorial e da força organizativa dos povos da floresta.

 

A partir da COP30, esse legado seguirá vivo. Os planos de adaptação serão apresentados a governos, organizações e financiadores como instrumentos concretos para orientar políticas públicas, direcionar investimentos e fortalecer a gestão local da Amazônia. “O legado do Banzeiro da Esperança é uma coalizão de muitos atores, tanto representantes dos povos indígenas, das comunidades quilombolas, das comunidades extrativistas, quanto de parceiros na ciência, na filantropia, nos governos, para que a gente possa fazer com que esses planos de adaptação e mitigação climática saiam no papel e aconteçam na prática, porque é isso que vai manter a esperança viva”, disse Virgilio Viana, superintendente geral da FAS.

 

O Banzeiro da Esperança é uma articulação interinstitucional que mobilizou a sociedade para a maior conferência climática do planeta, realizada em Belém (PA), a COP30. O projeto foi apresentado por meio da Lei de Incentivo à Cultura e Sabesp, com realização da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virada Sustentável e Ministério da Cultura. Conta com o patrocínio da Heineken SPIN, Vale e WEG, e com o apoio da Bemol, Ecosia, Edenred, Instituto Itaúsa e Suzano. O projeto também tem parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Rede Conexão Povos da Floresta e Ministério dos Povos Indígenas (MPI). A Rede Amazônica é parceira de mídia do projeto. 

Créditos de imagem: Lucas Bonny


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