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Oficinas participativas contribuem para Plano de Gestão do Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia – FAS

julho 11, 2026
in Sem categoria
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Oficinas participativas contribuem para Plano de Gestão do Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia - FAS

Contribuições levantadas nos encontros irão compor a versão preliminar do documento, que orientará a gestão da unidade de conservação

Representantes do poder público, organizações da sociedade civil, cooperativas e comunidades tradicionais participaram, entre os dias 09 e 14 de junho, de oficinas participativas para a construção do Plano de Gestão do Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia. As atividades ocorreram no distrito de Monte Dourado, em Almeirim, no Pará, e na comunidade São Francisco do Iratapuru, em Laranjal do Jari, no Amapá.

As atividades integram o Projeto Árvores Gigantes para uma Nova Era – Fase II e fizeram parte de uma missão técnica voltada ao fortalecimento da gestão participativa da unidade de conservação. A iniciativa foi conduzida pela Diretoria de Gestão e Monitoramento de Unidades de Conservação (DGMUC) e pela Comissão Técnica de Plano de Manejo (COPLAM), do IDEFLOR-Bio, em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e consultores técnicos.

A primeira etapa ocorreu de 09 a 11 de junho, em Monte Dourado, e incluiu a 1ª Reunião Ordinária do Conselho Gestor Consultivo do Parque. O encontro reuniu conselheiros e representantes de instituições públicas, organizações socioambientais, cooperativas e comunidades, com foco na apresentação das atribuições do conselho e no levantamento de contribuições para o Plano de Gestão.

Durante a oficina, os participantes compartilharam percepções, demandas e conhecimentos sobre o território, contribuindo para a construção das diretrizes que irão orientar a gestão da unidade de conservação e fomentar o desenvolvimento socioeconômico sustentável da região ao entorno.

A segunda etapa foi realizada nos dias 13 e 14 de junho, na comunidade São Francisco do Iratapuru. A oficina reuniu representantes das comunidades São Francisco do Iratapuru, Santo Antônio da Cachoeira e Padaria, com foco na escuta ativa e no registro do conhecimento local sobre o uso dos recursos naturais, as dinâmicas territoriais e as expectativas das comunidades em relação ao futuro do Parque.

Para o diretor de Gestão e Monitoramento de Unidades de Conservação do Ideflor-Bio, Ellivelton Carvalho, o processo representa um marco para a consolidação do Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia. 

“Estamos falando de uma unidade de conservação que abriga um patrimônio natural de relevância mundial. Elaborar seu Plano de Gestão de maneira participativa significa construir as bases para uma proteção duradoura, capaz de conciliar conservação, conhecimento científico e valorização das populações que fazem parte dessa região extraordinária da Amazônia”, concluiu.

Para a moradora da comunidade São Francisco do Iratapuru, Maria das Graças, a participação representa uma oportunidade de construir caminhos para as próximas gerações.

“Participar desse Plano de Gestão é muito gratificante. O que estamos criando aqui talvez a gente nem veja, mas quem vai ver são nossos filhos e netos. Quero incentivar meus filhos a crescerem vendo o Parque como uma coisa boa. Acho que chegar ao pé de uma árvore gigante e contemplá-la é uma forma de agradecer pela vida, porque sem as árvores e sem a natureza nós não vivemos. Nós dependemos dela para nossa sobrevivência e subsistência”, afirmou.

Para a coordenadora do Programa de Políticas Públicas em Clima e Conservação da FAS, Juliane Menezes, a participação social é essencial para a construção de uma gestão mais efetiva e integrada com os diferentes segmentos da sociedade civil e poder público.

“O Plano de Gestão precisa refletir a realidade de quem vive no território e usufrui dos atributos ambientais promovidos pela conservação do ecossistema. As oficinas participativas permitem unir conhecimento técnico e saberes tradicionais, fortalecendo uma gestão mais participativa, conectada às necessidades das comunidades e aos objetivos de conservação da unidade”, destacou.

As contribuições levantadas nas atividades serão consolidadas pela equipe técnica do IDEFLOR-Bio e irão compor a versão preliminar do Plano de Gestão do Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia. A minuta será submetida à validação do Conselho Gestor Consultivo, com previsão de publicação oficial do documento final em novembro de 2026.

 

Sobre o projeto Árvores Gigantes para uma Nova Era 

O Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia (PAGAM), criado em setembro de 2024 no município de Almeirim (PA), protege cerca de 560 mil hectares de floresta e abriga algumas das maiores árvores já registradas no Brasil. Entre elas, está o angelim-vermelho (Dinizia excelsa), com 88,5 metros de altura, aproximadamente 400 anos de idade e reconhecido como a maior árvore da América Latina. Expedições científicas identificaram ainda dezenas de outras árvores gigantes, consolidando a região como um patrimônio ecológico único.  

O Projeto Árvores Gigantes para uma Nova Era – Fase II busca consolidar o Parque com infraestrutura, Plano de Gestão, pesquisa e turismo sustentável. A iniciativa de conservação é liderada pelo Governo do Estado do Pará, por meio do IDEFLOR-Bio, em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e com financiamento do Andes Amazon Fund (AAF). 

 

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações amazônicas e para a valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade.

 

Foto: Kaio Hudson/IDEFLOR-Bio


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