O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a saída de Celso Sabino do Ministério do Turismo ao final da reunião ministerial nesta quarta-feira (17), informaram fontes. O cientista político e professor da FESPSP Paulo Niccoli Ramirez avalia ao Conexão BdFsim Rádio Brasil de Fatoque o União Brasil está tentando fazer rearranjos e buscar, através da popularidade de Lula, eleger outros políticos para o Senado e a Câmara.
Devido à instabilidade e à falta de apoio da extrema direita após o anúncio do pré-candidato Flávio Bolsonaro, Ramirez afirma que para o União Brasil é melhor “fazer uma aliança ou reerguer essa aliança agora, porque não há um prognóstico positivo para a direita”.
O cientista político explica que, no momento, também é esperado que a candidatura de Flávio seja retirada. Comparado aos outros filhos de Bolsonaro, ele é o “mais centrão (mais alinhado aos políticos tradicionais do Congresso) e menos popular”. “Ter anunciado, sendo menos de um ano para a eleição, é pouco tempo para um país de grande magnitude como o Brasil para montar uma campanha forte, tendo no momento uma direita tão desarticulada e fragmentada”, explica.
Ramirez observa que esse é o melhor momento político de Lula, tanto com a população quanto com a imprensa: “Os próximos quatro anos de Lula têm tudo para serem os melhores de todos. Lula conseguiu se desvincular de uma forma impressionante da má imagem que, segundo avaliação, teve nos dois primeiros mandatos. Atualmente ele demonstrou que é um estadista, conseguiu tirar o Brasil do mapa da fome, reduzir o desemprego a níveis recordes e promover melhorias significativas na economia, contrariando as projeções do mercado”.
Acordo UE-Mercosul
Em outra frente de atuação do governo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou a líderes do bloco nesta quinta-feira (18) que o acordo com o Mercosul não será assinado neste sábado (20). A informação foi divulgada pelas agências de notícias AFP e Reuters.
O professor da FESPSP explica que o problema da União Europeia (UE) está no setor agrícola, principalmente na França e na Itália, onde a produção agropecuária é mais cara devido a regras sanitárias distintas e a espaços menores de produção.
“Mesmo com o Brasil tendo acatado mudanças nas regras sanitárias e de controle, a UE criou novas barreiras. Os agricultores franceses temem a concorrência dos produtos brasileiros. No entanto, a Europa tem muito mais a ganhar com o acordo com o Mercosul do que a perder”, destaca Ramirez.
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