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Minha filha se cortava em lugares que a roupa escondia, diz mãe de vítima de crime virtual

29/08/2025
em Brasil
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Minha filha se cortava em lugares que a roupa escondia, diz mãe de vítima de crime virtual

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Pais e familiares de adolescentes que foram vítimas de crimes virtuais relatam surpresa e choque ao descobrir que os jovens consumiam conteúdo violento nas redes, onde são frequentemente aliciados ou ameaçados.

À reportagem eles contam que os jovens passaram a apresentar reclusão, agressividade, uso excessivo de telas e irritação ao ter o celular negado. Muitas vezes, esses comportamentos são interpretados como atitudes típicas da adolescência, mas podem ser sinais de que algo mais grave está acontecendo.

Entre os relatos, há descobertas de que filhos ou parentes estavam envolvidos em comunidades de ódio nas redes sociais. Para preservar a identidade das vítimas, os nomes não serão revelados.

O estranhamento inicial diante do comportamento dos jovens levou à busca por ajuda e maior vigilância sobre a rotina digital deles.

É o caso de uma mãe de Belo Horizonte que, no início deste ano, descobriu que sua filha de 12 anos era ameaçada por usuários a se automutilar. A menina começou jogando no Roblox, onde conheceu outras pessoas. Mais tarde, passou a usar o Discord -e foi aí que os problemas começaram.

O primeiro indício, segundo o relato, foram manchas de sangue no lençol da menina. A princípio, a mãe desconfiou. Depois, o receio deu lugar ao choque. “Minha filha estava se cortando em lugares que a roupa escondia”, conta.

Após acessar o celular da menina, descobriu que ela participava de um grupo onde era incentivada a cumprir desafios, incluindo automutilação.

A mãe relata que sentiu desespero e desde então passou a monitorar o que a filha acessa, além de buscar acompanhamento profissional e impor limites ao uso da internet. Mesmo assim, admite que o controle é difícil. “Todo dia aparece uma novidade nas redes sociais. Tomar conta de tudo é impossível. A gente se pergunta aonde esse mundo vai parar. É tudo muito triste”, diz.

Um caso semelhante ocorreu com um adolescente de 16 anos, que participou de um projeto da ONG Visão Mundial sobre segurança online. Com o conhecimento adquirido, passou a identificar sinais de abuso virtual e ajudou a salvar a prima de 11 anos, que apresentava alterações de comportamento.

A menina havia parado de se alimentar, se isolado e agia de forma estranha, segundo ele. Ao acessarem o celular, ele e a mãe da criança encontraram mensagens de um homem que exigia fotos íntimas, fazia ameaças e propunha desafios perigosos -incluindo práticas de automutilação extrema.

Para ele, sem o projeto, não teria conseguido ajudar a prima.

Em Uberlândia (MG), a mãe de uma jovem de 12 anos tentou impor limites ao uso de telas e manter uma rotina equilibrada, mas os conflitos eram constantes.

“Para mim, o excesso de telas tirou o brilho dela. Ela ficou mais agressiva e retraída com a gente”, afirma.

Ela acreditava que a filha estava apenas passando por um momento difícil da adolescência. Considerava que a menina não corria nenhum risco, já que fazia planos com amigas e atividades fora de casa. Até que, em setembro do ano passado, a jovem tirou a própria vida.

“Fico angustiada, me perguntando se ela foi instruída a fazer isso por alguém.” Após a tragédia, ela tentou acessar o celular da filha, mas perdeu todos os dados. Convive até hoje com a dor da perda e a incerteza sobre o que realmente aconteceu. Hoje, tenta lidar com o luto por meio da dança, do trabalho e do cuidado com a outra filha.

Foi pensando em evitar novas tragédias que Paulo Zsa Zsa (nome fictício) decidiu compartilhar sua experiência no livro “Aconteceu com Minha Filha” (176 págs.), publicado neste ano pela editora Geração.

No relato, ele descreve o momento em que ouviu um grito vindo do quarto da filha de 13 anos, em setembro do ano passado. Ao entrar, encontrou a menina em surto, pedindo ajuda: “Me interna, eu enlouqueci”.

No hospital, segundo o livro, ela disse aos médicos que havia cortado a língua, mas apenas um ferimento leve foi encontrado na bochecha. Dias depois, o pai descobriu que ela havia tentado desenhar uma suástica no rosto, como parte de um desafio da internet.

Conversas encontradas no Discord revelaram a existência de um grupo envolvido em conteúdos extremos. A menina, no entanto, não quis entrar em detalhes. Disse apenas que “o jogo saiu do controle”.

Desde então, Paulo intensificou o tratamento psicológico e psiquiátrico da filha. A recuperação foi instável, marcada por recaídas e avanços. Hoje, ela voltou a ter uma rotina mais saudável, pratica exercícios e namora.

“Prefiro lidar com os problemas típicos da adolescência do que reviver tudo aquilo. Com informação, os pais podem salvar os filhos. O sofrimento foi enorme, e poderia ter acontecido o pior”, afirma Paulo.

Segundo especialistas na área, pais devem abrir espaço para conversar com os filhos sobre a presença na internet. Há, ainda, aplicativos que ajudam a controlar o uso das redes sociais, como Family Link, FlashGet Kids, Kidslox e Qustodio.

Ao notar mudanças de comportamento ou foco excessivo nas redes sociais, é importante procurar ajuda.

ONDE PROCURAR AJUDA

Sites para prevenção de riscos na internet

– SaferNet Brasil (canaldeajuda.org.br)
– Cartilha “Navegar com Segurança” (Childhood Brasil)
– “Guia para Pais do Instagram” (SaferNet)
Canais de denúncia
– Disque 100 (número da Secretaria de Direitos Humanos que recebe denúncia e encaminha para os órgãos de cada município
– Ligue 180 (canal oficial do governo federal para mulheres vítimas de violência)
– Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente

VEJA DICAS DE COMO ACOMPANHAR SEU FILHO NA INTERNET

Conversar
Dialogue sobre benefícios e riscos da rede e como navegar com mais segurança

Participar
Assista junto e debata o conteúdo que está sendo consumido

Desconfie
Não é por que algo está catalogado como infantil que é próprio para esse público

Monitor
No caso das crianças mais novas, considere a instalação de aplicativos para bloqueio de conteúdo e tempo de tela

Limite
A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta limitar o tempo de tela

Instigue
Promova a autorreflexão e o senso crítico sobre as atividades online

Leste
Na página internetsegura.br, há cartilhas para as diferentes idades que ensinam sobre o uso seguro da internet

Aprenda
Há um curso online gratuito sobre como ajudar os filhos a usar a internet com segurança

Promova a informação
Também há cursos gratuitos para professores sobre comportamento responsável no ambiente digital

Denúncia do influenciador Felca sobre a “adultização” reacende debate no Congresso e mobiliza especialistas. Fenômeno, agravado pelas redes sociais, expõe crianças a padrões e responsabilidades adultas, gerando riscos emocionais, sociais e de sexualização precoce

Folhapress | 05:40 – 14/08/2025

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