O dólar comercial encerrou a sessão desta terça-feira (6) cotado a R$ 4,9745, queda de 0,55% em relação ao pregão anterior e o menor valor de fechamento desde 12 de maio de 2026. Um dia antes, a taxa Ptax do Banco Central do Brasil, referência oficial usada no comércio exterior, havia recuado para R$ 4,9859, queda de 4,55% frente à cotação anterior.
A queda da moeda americana é reflexo direto do resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (4). O mercado interpretou o desempenho do senador Flávio Bolsonaro, que liderou a votação sobre o presidente Lula, como uma redução do prêmio de risco político para os ativos brasileiros, o que atraiu capital estrangeiro ao país. O movimento também acompanhou a fraqueza do dólar frente a outras moedas emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno.
Para a economia de Manaus, um dólar mais barato reduz diretamente o custo das importações do Polo Industrial, que depende de componentes eletrônicos, peças e insumos cotados em moeda americana para abastecer as linhas de produção da Zona Franca. Com a cotação em queda, as empresas do distrito industrial tendem a pagar menos por essas compras externas, o que pode se refletir em preços mais competitivos para eletrônicos, eletrodomésticos e motocicletas fabricados na capital amazonense.
O recuo do dólar também beneficia quem compra produtos importados ou viaja para fora do país, já que a moeda americana mais barata reduz o custo em reais dessas operações. Para as próximas semanas, o mercado deve manter o foco no desfecho da disputa eleitoral e nos indicadores fiscais, fatores que podem confirmar ou reverter a trajetória recente de queda da moeda.








