A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) realiza, na Reserva Extrativista (Resex) Canutama, a primeira fase da atualização do Plano de Gestão da Unidade de Conservação. A agenda foi iniciada no dia 16 de março e segue até domingo (29/03).
A etapa inicial é direcionada à sensibilização das comunidades e à realização de levantamento de campo, com foco na atualização de dados socioeconômicos e produtivos. A atividade inclui a coleta de informações sobre produção, alimentação e o cotidiano dos extrativistas, abrangendo o que produzem, onde realizam o plantio e como organizam suas atividades no território.
“Essa atualização é de grande relevância, uma vez que o Plano de Gestão foi elaborado e aprovado em 2014 e ainda não havia passado por revisão, tornando necessária sua adequação às atuais realidades socioambientais da unidade”, explicou o gestor da reserva, Altemar Lopes.
O objetivo é a elaboração de um diagnóstico atualizado da Unidade de Conservação (UC), etapa essencial para subsidiar a revisão do documento que orienta o uso sustentável dos recursos naturais e a gestão do território. A próxima etapa é a realização das Oficinas de Planejamento Participativo (OPP), previstas para junho deste ano.
O processo é executado pela empresa Lactec e envolve a participação da equipe técnica da Sema e de representantes da Associação dos Agroextrativistas da Reserva Extrativista Canutama (Asarc).
Plano de Gestão
O Plano de Gestão é o documento que rege o uso de uma Unidade de Conservação. É ele que estabelece as regras do que é permitido ou não na área da Reserva, quais áreas serão destinadas exclusivamente para conservação integral, bem como organiza como cada espaço poderá ser utilizado pelas comunidades.
O Plano também traz os programas a serem desenvolvidos no território, que estabelecem atividades para aprimoramento das cadeias produtivas existentes, desenvolvimento da educação ambiental e difusão das informações sobre a reserva, linhas de pesquisa e conhecimento a serem gerados para a Unidade, entre outras ações estratégicas para a área.
Áreas Protegidas
A atividade é financiada por recursos do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), uma iniciativa conjunta patrocinada por agências governamentais e não governamentais para expandir a proteção da floresta amazônica. Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, tem o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) como gestor e executor financeiro. No Amazonas, é executado por meio da Sema, em 24 Unidades de Conservação do Estado.








